Sem categoria

SPED: A IMPORTÂNCIA DA CONSOLIDAÇÃO DOS DADOS FISCAIS

A evolução da qualidade de fiscalização do Fisco é inegável e inevitável, pois o advento do SPED trouxe rapidez no acesso a informações com fiscalizações mais efetivas de operações, cruzamento de dados e auditorias eletrônicas.

O SPED consiste nos módulos CT-e, ECD, ECF, EFD Contribuições, EFD ICMS/IPI, EFD-Reinf, e-financeira, eSocial, MDF-e, NFC-e, NF-e e NFS-e. Todos estes módulos permitem um número enorme de amarrações e verificações das informações contidas nos mesmos e consequentemente maiores possibilidades de cruzamentos de dados. Com isso a fiscalização (Governo) consegue identificar de maneira mais efetiva as empresas que estejam tentando praticar algum ato ilícito, como por exemplo: sonegação.

Diante deste cenário, a preocupação com a qualidade da informação entregue a fiscalização deve ser imprescindível. Para melhor exemplificar, a partir do arquivo da ECD (Escrituração Contábil Digital) é possível consolidar informações que foram detalhadas nas escriturações fiscais, assim permitindo o cruzamento de informações como receita de vendas, prestações de serviços, estoques, ICMS, PIS, COFINS, IPI, e muito mais.

Desta forma, os órgãos responsáveis otimizam sua fiscalização utilizando cruzamento de informações para verificar a solidez dos dados apresentados pelas empresas. Caso encontrem inconformidades o declarante será notificado a prestar contas ao Fisco, sendo comprovada qualquer tipo de irregularidade o mesmo poderá sofrer as devidas autuações.

Com todas estas informações, já é de conhecimento prévio do Fisco toda movimentação do inventário, inclusive do valor do custo de cada mercadoria.

Há inúmeras possibilidades de validações que o Fisco poderá utilizar para identificar as inconsistências, algumas relacionadas até mesmo a cadastros, como NCM, CST do ICMS, CST do IPI, coerência entre o CFOP e o CST ICMS, coerência entre alíquotas aplicadas para operações internas e interestaduais.

Ainda são muitos os problemas encontrados na geração do SPED, onde pode-se citar alguns:

– Preenchimento manual do SPED por falta de um sistema;

– Não correspondência entre a NF-e emitida e a declarada no SPED;

– Confusão entre bases de cálculo, alíquota e impostos;

– Preenchimento incorreto de dados na NF-e;

– Confusão entre XML, DANFE e NF-e (DANFE não é Nota Fiscal);

– Armazenamento inadequado de XML´s;

– Desatenção em relação ao Certificado Digital.

As empresas devem identificar documentos não entregues, informações a serem corrigidas e regularizar o quanto antes junto a fiscalização, antes de receber qualquer notificação. Os desafios, para que estas informações estejam coerentes e consolidadas, são inúmeros, pois temos um mundo de informações distribuídas que cruzam milhares de possibilidades entre si. É necessário seriedade e compromisso para alinhar as informações e não ter problemas com autuações fiscais, as empresas devem estar preparadas para o que está por vir, pois o governo já está preparado para uma fiscalização que vai muito além de cruzamentos.

E você empresário, já possui um sistema que lhe auxilie na geração dos arquivos de suas obrigações legais?



Autora:
Eunice Cecatto
Tecnóloga em Redes de Computadores
@NewERP

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *